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Aline Mendonça
http://lattes.cnpq.br/1910193515451926.
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
Os Faroleiros da Atual Cidade
Os Faroleiros da Cidade
Aline Mendonça
alinemp1980@gmail.com
Na solidão do campo, os faroleiros de Lobato vigiam, presos à monotonia, e acabam tragados por um destino cruel: a violência que brota da solidão e da incompreensão. Troque-se o cenário: a cidade, em vez do farol; as ruas, em vez do mar. O enredo não muda tanto assim.
Hoje, os faroleiros urbanos somos nós. Cercados por muros, câmeras e grades, observamos a vida passar da janela, enquanto a violência ronda silenciosa. Notícias de assaltos, brigas, feminicídios e mortes se repetem com a mesma cadência da luz que os faróis lançavam à escuridão.
Assim como no conto, onde o isolamento desemboca em tragédia, também na cidade a ausência de diálogo e de empatia fermenta conflitos. A violência urbana não é só estatística: é a dor que se espalha, é a pressa que nos torna indiferentes, é o medo que nos separa.
Talvez a lição dos faroleiros de Lobato seja justamente essa: quando o homem se aparta do outro, seja na solidão da mata ou no concreto da metrópole, a violência se instala como única linguagem possível.
E, no fundo, continuamos todos faroleiros — tentando iluminar um pouco da escuridão que insiste em cercar a vida.
O riso que EXCLUI
Jornal Tribuna
Por Aline Mendes, especial para o Jornal Tribuna Em Urupês (1918),
Monteiro Lobato apresentou ao público o conto “O Engraçado Arrependido”, que retrata um personagem cuja graça consistia em ridicularizar os outros. O riso, ali, não brota da criatividade, mas da crueldade.
Mais cedo ou mais tarde, porém, o efeito é devastador: a zombaria deixa cicatrizes e gera arrependimento. Mais de cem anos depois, a cena não mudou tanto. Em meio às redes sociais, multiplicam-se piadas, memes e comentários maldosos que insistem em se esconder sob a desculpa de “humor inocente”. O alvo quase sempre é o mesmo: quem foge ao padrão — seja pela cor da pele, pelo gênero, pela orientação sexual, pela condição social ou pela forma de existir.
Falar em respeito à diversidade não significa censurar o riso, mas compreender que piada que fere não é engraçada, é violenta. O humor pode ser crítico, criativo e até transformador, mas não pode ser usado como arma para humilhar.
O “engraçado arrependido” de Lobato é uma lembrança literária de que a zombaria cobra um preço alto, tanto no passado das relações interpessoais quanto no presente das interações digitais. Rir do outro é perpetuar desigualdades; rir com o outro é abrir espaço para empatia e convivência.
A diversidade não é obstáculo para a vida em sociedade, é justamente o que a torna mais rica. O desafio está em escolher um tipo de humor que não exclua, mas una. Afinal, como mostra Lobato, cedo ou tarde, a gargalhada que desumaniza se transforma em silêncio de arrependimento.
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
Redação dissertativa argumentativa com tema diversidade versus O engraçado arrependido, conto do caderno Urupês. Como vincular literatura e redação?
Redação
Título: O valor do respeito à diversidade nas relações humanas
Em uma sociedade plural, o respeito à diversidade se apresenta como condição essencial para a convivência pacífica e o fortalecimento dos laços sociais. Contudo, atitudes de desrespeito, preconceito e intolerância ainda se fazem presentes no cotidiano, gerando conflitos e exclusões. A literatura, ao retratar tais comportamentos, contribui para a reflexão crítica sobre a necessidade de valorização das diferenças. Nesse sentido, o conto O Engraçado Arrependido, de Monteiro Lobato, ilustra de maneira simbólica os prejuízos causados pela falta de respeito e empatia.
Na narrativa, um personagem se diverte às custas do sofrimento alheio, zombando de um homem que chorava por causa da morte do filho. O riso cruel e desumano do “engraçado” revela a incapacidade de compreender a dor do outro e de reconhecer a legitimidade de sentimentos diferentes dos seus. O arrependimento posterior do personagem surge tarde demais, evidenciando como a ausência de respeito pode gerar culpas irreparáveis. Essa situação pode ser associada à realidade social, em que pessoas ainda sofrem discriminação por sua cultura, religião, gênero ou orientação sexual, justamente pela dificuldade que muitos têm de aceitar o que é diferente.
Além disso, o episódio literário mostra que rir da diversidade humana é um ato de violência simbólica, capaz de marginalizar indivíduos e reforçar desigualdades. Assim como o personagem de Lobato reconhece, tarde, o erro de zombar do outro, também a sociedade precisa compreender que o respeito às diferenças deve ser cultivado antes que a dor do preconceito deixe marcas irreversíveis. A valorização da empatia e da alteridade é, portanto, o caminho para uma convivência mais justa e humanizada.
Dessa forma, a leitura do conto O Engraçado Arrependido permite refletir sobre os danos provocados pela intolerância e pelo desrespeito às emoções e condições diversas das pessoas. Cabe à sociedade, especialmente por meio da educação, estimular a cultura do respeito e da solidariedade, de modo que a pluralidade seja compreendida como riqueza, e não como motivo de exclusão. Afinal, conviver com a diversidade é reconhecer, em cada diferença, uma oportunidade de crescimento coletivo.
sábado, 6 de setembro de 2025
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Pré Modernismo
Pré Modernismo
Veja mais aqui.
O Pré-Modernismo foi um período literário brasileiro que serviu de transição entre o Simbolismo (do final do século XIX) e o Modernismo, que se inicia oficialmente com a Semana de Arte Moderna de 1922. Embora não seja considerado uma escola literária oficial, o termo é amplamente utilizado para caracterizar a produção literária entre 1902 e 1922.
📍 Contexto histórico
O período pré-modernista ocorreu num momento de grandes transformações no Brasil:
- Crise da República Velha
- Progresso técnico-científico (industrialização, urbanização)
- Questões sociais emergentes (pobreza, desigualdade, migração, coronelismo)
- Movimentos sociais, como o Cangaço e a Revolta da Vacina
- Contrastes entre o Brasil urbano e moderno e o Brasil rural e atrasado
🖋️ Características do Pré-Modernismo
- Ruptura com o academicismo (mas sem romper completamente com o passado)
- Linguagem mais simples e direta, próxima da realidade brasileira
- Retrato das contradições sociais e regionais do Brasil
- Crítica social: foco na miséria, no atraso, na corrupção e na exploração
- Regionalismo forte: destaque para o sertão, o interior e as mazelas sociais
- Personagens marginalizados: jagunços, sertanejos, retirantes, mulatos, operários
📚 Principais autores e obras
| Autor | Obra principal | Temas abordados |
|---|---|---|
| Euclides da Cunha | Os Sertões (1902) | Sertão, Guerra de Canudos, análise social e geográfica |
| Lima Barreto | Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915) | Nacionalismo, burocracia, preconceito racial |
| Monteiro Lobato | Urupês (1918) | Caipira, atraso rural, crítica social |
| Graça Aranha | Canaã (1902) | Imigração, identidade nacional |
| Augusto dos Anjos | Eu (1912) | Pessimismo, morte, ciência, linguagem única |
🧭 Transição para o Modernismo
O Pré-Modernismo é importante porque:
- Introduziu novos temas e formas de abordar a realidade brasileira
- Abriu espaço para o Modernismo de 1922, que romperia de vez com os padrões do passado
- Mistura elementos antigos (forma tradicional) com **
quarta-feira, 20 de julho de 2022
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
terça-feira, 14 de julho de 2020
Conectivismo
Teoria da Aprendizagem do Conectivismo
Constitui da disposição da aprendizagem, ou seja, é uma abordagem educacional mediada pela tecnologia em que ocorrer individualmente ou e grupo, acontece devido aos meios midiáticos e tecnológicos que a sociedade contemporânea está inserida. Seja por meio do uso do computador, sistema android, televisão, internet, entre outros. A aprendizagem conectivista propõe mudanças entre o ensino e a aprendizagem, bem como a prática docente, em que o uso de tecnologias cada vez mais tem transformado as relações humanas e modos de interação do conhecimento, desenvolvimento crítico e autonomia do indivíduo. Assim é proposto diversas opiniões em que a finalidade da educação, que é a de formar um cidadão crítico e reflexivo mediado por recursos tecnológicos, tendo em vista a necessidade da formação continuada do docente a fim de que as dificuldades dos usos tecnológicos ( das TIC’s), sejam superadas frente a uma realidade de uma geração que vivencia o mundo midiático.
George Siemens, professor e pesquisador da aprendizagem na era digital, aponta que o conhecimento provém da distribuição de uma rede de conexões, em que a aprendizagem percorre por conexões interativas de redes, desenvolvendo a reflexão, decisão e o partilhamento.
Para Siemens (2004):
O Conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças tectônicas na sociedade, onde a aprendizagem não é mais uma atividade interna e individual. O campo da educação tem sido lento em reconhecer, tanto o impacto das novas ferramentas de aprendizagem como as mudanças ambientais na qual tem significado aprender. (p. 8).
O ser humano chega na educação formal cheio de saberes pré concebidos da sua formação familiar, social e também imbuído de uma geração inserida no contexto tecnológico do cotidiano.
[...] eles já nasceram em uma época em que a informação é ágil, conceitos são defendidos e derrubados em um curto espaço de tempo. A Internet proporciona informações de todas as partes do mundo quase que sincronizadamente, por isso a necessidade de manter fortes as conexões com dados utilizáveis nunca foi tão necessária. (LANGARO, 2013, p.2).
Deste modo a aprendizagem é mediada não apenas pela escola, mas parte do entorno que o indivíduo está, sendo a tecnologia parte da realidade social e contemporânea e o profissional da educação, um agente condutor com proposições e objetivos a mediar todo esse entorno do aprendiz, partindo do pressuposto de que em toda parte há excessos de informações. Para Siemens o saber é construído inicialmente pelo próprio indivíduo, quando o aprendiz se constitui do interesse pelo conhecimento, o mesmo passa ser um agente modificador, contínuo e dinâmico, ultrapassando deste modo o conhecimento prévio que outrora possuía.
Na visão de Siemens todo processo de conhecer parte inicialmente do indivíduo. O aprendiz ao nutrir interesse em conhecer, o processo de aprendizagem torna contínuo e dinâmica e não se reflete apenas nos meios formais de ensino, mas no seio da sociedade a qual o indivíduo interage. Portanto ensinar é um modo de conduzir, seja por meios diversos de avaliação dos processos cognitivos, mediados por feedbacks ao educando para obtenção de um determinado saber em que transforme o contexto do mesmo, para Abrantes e Souza (2016):
[...] tomar consciência do papel da tecnologia na vida cotidiana, compreender a construção do conhecimento na sociedade da informação e descobrir como participar efetivamente desse processo e como inseri-lo em sua prática pedagógica, com o propósito de contribuir para a qualidade da educação e da inclusão social, atendendo às reais --n ´´necessidades e interesses da nova geração. (ABRANTES; SOUZA, 2016, p.3).
Referências
ABRANTES, Maria Gracielly Lacerda; SOUSA, Robson Pequeno. Formação continuada e conectivismo: um estudo de caso referente às transformações da prática pedagógica no discurso do professor. In: SOUSA, Robson Pequeno et al. (Org.). Teorias e práticas em tecnologias educacionais [online]. Campina Grande: EDUEPB, 2016, p.195-222. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016
ABRANTES, Maria Gracielly Lacerda; SOUSA, Robson Pequeno. Formação continuada e conectivismo: um estudo de caso referente às transformações da prática pedagógica no discurso do professor. In: SOUSA, Robson Pequeno et al. (Org.). Teorias e práticas em tecnologias educacionais [online]. Campina Grande: EDUEPB, 2016, p.195-222.
SIEMENS, George. Conectivismo: uma teoria da aprendizagem para a era digital. Disponível em: . Acesso em: 13 jul. 2020.
SIEMENS, George. Connectivism: learning theory or pastime of the self-amused? 12 nov. 2006. Disponível em: . Acesso em: 13 jul. 2020.
SIEMENS, George. Uma breve história do conectivismo. 2008. Disponível em: . Acesso em: 13 jul. 2020.
TEIXEIRA WITT, DIEGO ; CRISTINA MARTINI ROSTIROLA, SANDRA . Conectivismo Pedagógico: novas formas de ensinar e aprender no século XXI. Thema (Pelotas), v. 16, p. 1012-1025, 2020.
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